sábado, 23 de fevereiro de 2013

A maior surra que já levei na vida!

Toda criança dos anos 90 já tomou uma surrinha de leve. Isso é um fato! A surra era um método muito eficaz de educação naqueles tempos. Chinelo, espada de São Jorge, mangueira entre outras armas brancas maternais. A variedade e intensidade de uma surra era algo realmente espantoso e cada dia as mães arrumavam uma forma mais criativa de descer a lenha nos filhos.

Pra minha infelicidade, minha mãe sempre foi muito inventiva õ_õ

Quem vê esse Tiago comportado e bom filho não faz a mínima ideia do capeta de criança que eu era. Sim, eu era uma criança infernal, daquelas que até as amigas da sua mãe têm vontade de matar. Arteiro, birrento, controlador, sem um pingo de vergonha na cara, esse era o antigo eu.

Meus pais se separaram quando eu tinha apenas 5 anos de idade e minha guarda ficou com minha mãe. Coitada! Era ela quem aguentava sozinha o pivete e tentava colocar juízo naquela cabeça oca. Como eu disse anteriormente, juízo era colocado na cabeça das crianças na base da pancadaria e comigo não foi diferente.

Mas houve uma surra que me marcou pro resto da vida...

Sim, foi cruel...

Em meados de 1998, se não me engano. Eu gostava muito de programas de humor de gosto duvidoso - vide Programa do Ratinho e Ó Coitado (aquele com a personagem Filó e o Moacir Franco).Ambos os programas tinham bordões capazes de deixar qualquer um em estado de berserk: "Rapaz!" (dito pelo Xaropinho) e "Ó coitado!" (dito pela Filó). Agora se ponha na seguinte situação...

O famoso Xaropinho
A lenda Filomena ( ou Filó para os íntimos)
Sempre que minha mãe me ameaçava por eu ter feito alguma cagada eu já respondia "ó coitado!" e logo que ela vinha na minha direção eu saia correndo dizendo "rapaz!". Imagine isso todo o santo dia. Você extremamente nervoso (a) e seu filho mulambo caçoando miseravelmente da sua cara.

Mas um dia a coisa ficou realmente feia!

Era mais um dia comum de desafio de poder. Eu fazia uma merda, minha mãe vinha ameaçar e eu respondia da forma costumeira, crente de que aquilo já havia se tornado algo normal e sem riscos. Ledo engano. Minha mãe estava em um dos seus piores dias. Quando eu percebi ela já havia pego a primeira coisa que estava na frente, o fio do ferro de passar. Cara, aquela foi uma dor que eu não desejo à ninguém. 

Fui encurralado no canto da parede enquanto minha m~e, em uma fúria descomunal, me sangrava com o maldito fio. A cada vez que o fio do ferro descia eu perdia um pouco da consciência do que estava acontecendo, até que, por fim, a vizinha chegou pra acabar com a surra. Logicamente depois de ver o estrago minha mãe começou a chorar, mas aí já era tarde. Eu devo ter ficado com as marcas por um mês mais ou menos.

Aquela foi a ultima e pior surra que levei!

4 comentários:

  1. Surra de mãe é mítico né... hsauauhsauhau
    Parece que elas nascem com o dom de manipular as hawaianas... Não importe quantas esquinas você dobre, as hawaianas vão ta alcançar u.u

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  2. kkkkk,Não importava o quanto minha mãe me batia com vara de marmelo(isso indicado por policiais PDPS ) eu sempre ria na cara dela mãe....amava aquele tempo,agr sou uma pessoa comportada apenas com meus pais e minha vó,mas por causa dessas surras de leve,minha mãe desenvolveu um leve tendinite no baço direito e hj ela pucha nossa orelha....olha que gracinha.

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    1. Luciano, acho que hoje eu sou o que sou justamente por causa dessa surra aí, até porque eu tinha tudo pra dar errado!

      Minha mãe sempre dizia:
      - Te dei aquela surra pra hoje você não ser um marginal e a policia estar dando surras piores.

      E foi justamente isso que ela disse pro policial, porque minha vizinha chamou a policia quando viu a minha situação. Mas diante dessa frase aí em cima eles colocaram o rabinho entre as pernas e picaram a mula.

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